segunda-feira, abril 08, 2013

Ellen White e as Escrituras

Aproveito para disponibilizar mais algum material para enriquecer seu conhecimento sobre o DOM PROFÉTICO, que os Adventistas creem que foi revelado no ministério de Ellen Gould White.

ELLEN G. WHITE X AS ESCRITURAS (RELAÇÃO)

A autoridade de uma mensagem é derivada de sua fonte. Na época do rei Josias, por exemplo, a linha divisória entre um profeta bíblico e um extrabíblico era muito tênue, pois se estavam escrevendo os livros que comporiam o cânon. E os profetas bíblicos (canônicos) conviviam com os profetas não-canônicos. Não havia acentuada distinção entre ambos, como hoje fazemos (Ex.: Hulda – não-canônica e Jeremias – canônico). Ambos falavam pelo Senhor, e seus contemporâneos viram neles a mesma fonte divina.

Hoje, o cânon bíblico está claramente determinado. Já foi delimitado quais escritores inspirados comporiam ou não as Escrituras. Cabe, então, uma pergunta: tem o profeta bíblico um grau de inspiração maior do que o profeta não-bíblico?

• Se o profeta extrabíblico tem um grau menor de inspiração, não se justificaria Josias ter pedido orientação a Hulda na busca da resposta de Deus à sua inquirição (cf. 2Crôn. 34:19-33), pois não seria seguro. Ainda mais sabendo-se que os seguintes profetas eram contemporâneos dela: Jeremias, Sofonias e, talvez, Habacuque.
• Uma vez que o Espírito Santo conduziu o rei a buscar o conselho de Hulda como orientação divina, conclui-se que o grau de inspiração de um profeta extrabíblico é equivalente ao do profeta canônico - não há graus de inspiração, e sim fidedignidade de inspiração.

Contudo, deste evento pode-se estabelecer duas implicações:
1. O alcance da autoridade do profeta é limitado ao auditório ao qual se destina sua mensagem.
2. O papel dos profetas não-bíblicos e seus escritos têm uma função menor que a de seus equivalentes bíblicos. O profeta bíblico tem uma autoridade universal em 3 aspectos: função, alcance e tempo.

Os profetas extrabíblicos são “luzes menores”, pois sua mensagem se aplica a uma comunidade menor e se limita a um uso de tempo mais curto. A sua função é intensificar, simplificar, aclarar e amplificar as verdades e princípios da Bíblia no contexto de uma situação contemporânea.
• Eles são luzes menores que mantêm a centralidade da Bíblia como a medida ou norma, e sempre conduzem de volta a ela.
• Logo, os profetas extrabíblicos não têm o propósito de serem “fonte” de verdade adicional, contudo provêem detalhe adicional que acompanha a amplificação e a aplicação de qualquer verdade bíblica (1Crôn. 29:29; 2Crôn. 9:29; 12:15; 13:22; 20:34; 32:32; 33:19).

Conclusão:

O papel e o alcance (não a inspiração ou a autoridade) dos profetas ou escritos não-bíblicos (ou seja, que não escreveram livros da Bíblia) são diminuídos pela função, tempo e, possivelmente, local onde atuaram. São estes limites que tornam seus escritos inspirados, embora extrabíblicos (Ex.: Natã, Ido, Hulda, Ellen White, etc.).

Segundo a própria Ellen White, seus escritos são “uma luz menor para guiar homens e mulheres à Luz maior [que é a Bíblia]” (Colportor Evangelista, p. 124).


Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados; nela Deus prometeu dar visões nos últimos dias, não para uma nova regra e fé, mas para conforto ao Seu povo, para corrigir os que se desviam da verdade bíblica” (Primeiros Escritos, p. 78).


É nosso privilégio, e também uma grande responsabilidade, honrar e acatar a preeminente autoridade inerente à mensagem devido sua fonte divina (cf. 2Crôn. 20:20; Prov. 29:18).

O testemunho de Hulda, por exemplo, intensificou as admoestações da Bíblia referentes à retribuição em face da apostasia. Também ofereceu esperança e ânimo. Josias foi advertido, consolado e motivado pelos comentários proféticos. E assim efetuou uma poderosa reforma (2Crôn. 34:29-32 e 35:19). Josias encontrou sua doutrina na Bíblia, confirmou sua interpretação e modo de atuar buscando o conselho do Espírito de Profecia contemporâneo, e reconheceu a Palavra como seu fundamento para ensinar a reforma (34:30-32; 35:4, 6, 12, 15).


Paralelo com Ellen G. White e a IASD
Da mesma forma que no AT, os líderes Adventistas estabeleceram um sólido fundamento doutrinário, através da pesquisa das Escrituras. Quando necessário, porém, recebiam através do Espírito de Profecia claras explicações das passagens que estavam estudando, sendo instruídos na maneira como deveriam trabalhar e ensinar com eficácia. Tanto em Hulda como em Ellen G. White há uma relação com a Escritura em 4 maneiras diferentes:
1. Intensificar a mensagem das Escrituras;
2. Simplificar as Escrituras ao aplicá-las a uma situação específica;
3. Exaltar as Escrituras;
4. Atrair as mentes às Escrituras (cf. Test. Seletos, vol. 2, p. 281).

Assim como Hulda, Ellen G. White confortou e corrigiu o povo de Deus para que não se desviassem da verdade bíblica (cf. Primeiros Escritos, p. 78).


O testemunho do profeta extrabíblico (como Hulda e EGW) acrescenta alguns detalhes a mais do que se encontra no manuscrito bíblico. Observe que o princípio bíblico da recompensa pela obediência é aplicado à situação de Jeremias (2Crôn. 34:27-28). A recompensa, neste caso, foi limitada pela desobediência de Josias (35:20-24). Nada havia nas palavras de Hulda que fosse alheio à mensagem central da Escritura. O seu testemunho serviu apenas para simplificar, ampliar, aplicar e intensificar a própria Escritura. Nenhuma verdade adicional aparece no testemunho do profeta extrabíblico. O paralelo entre EGW e Hulda é evidente.


Assim como Josias, podemos consultar a Jeová com respeito à Sua Palavra quando nos dirigimos a uma fonte inspirada, ainda que extrabíblica, como é o caso de Ellen White.


8 comentários:

Thiago Falcão disse...

É interessante notar como Deus tem guiado as pessoas que fazem as lições da Escola Sabatina! Sempre que um determinado assunto começa a fazer muito "barulho", vem uma lição para esclarecer as dúvidas!

Também estou comentando para dizer que o seu blog foi "selado" mais um vez por mim. :)

Um abraço, Pastor!

Daniella disse...

Olá! Tem um prêmio pro seu blog aqui: http://daniellacbavirmes.blogspot.com/2009/03/premio.html
Pode clicar, não é vírus.
Até mais.

Prof. Gilson Medeiros disse...

Cara Daniella, muito obrigado pela indicação.

Um abraço.

Alexandre M. Dias disse...

Prof. Gilson,
Excelente explicação sobre a nossa mensageira. Li, gostei muito e estava precisando destas referências. Vou estudá-las na Sagradas Escrituras.
Deus te abençõe sempre.
Alexandre

patricia machado disse...

Olá Gilson!

Gostaria de saber mais a respeito da doutrina da "porta fechada" proclamada por Ellen White no inicio do movimento adventista!!
Esse assunto é muito falado entre nossos irmãos protestantes, tentando derrubar nossa querida irmã.
Gostaria de ter mais argumentos a esse respeito se possivel!!

Prof. Gilson Medeiros disse...

Cara Patricia, a teoria da porta fechada foi ensinada por alguns pioneiros do Movimento Adventista, mas foi amplamente combatida por Ellen White. Estas pessoas diziam que a porta da graça se fechara em 22-10-1844, o que não é verdade.

Sugiro que você leia um bom livro da História da IASD, para ver os detalhes do desenvolvimento doutrinário dos Adventistas. Assim você estará preparada para mostrar as mentiras que falam sobre os Adventistas e sobre Ellen White (cf. 1Ped. 3:15).

Chacon disse...

Olá Gilson, feliz Sábado.

Não sei se vc entende espanhol, mas vale a pena ver esses 9 videos de um teólogo Adventista. Ele é Americano, mas dá as palestras em espanhol. Estudou profundamente a formaçào da IASD, é Adventista, e tem infoemações muito importantes que entendo todos deveriamos saber, vale muito a pena assistir com calma, porque são mais de 8 horas pois foram bária palestras. Entre outras coisas ele fala sobre o "contínuo" que aparece nos livros de Daniel, vale a pena ver.
Abraço

Chacon disse...

Só esqueci de deixar o lnk hehehe.

http://ultimaadvertencia.blogspot.mx/2013/03/la-desolacion-de-jerusalem.html

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